Trilha da Praia do Paraíso a Praia da Pedra do Xaréu - 05/07/2008
Apesar de neste último sábado ter completado os primeiros 400 Km em trilhas, ainda sou um novato no mountain bike. Comecei a pedalar pelas trilhas em fevereiro deste ano, e é natural que nesta fase qualquer nova experiência torne-se facilmente significativa.
Neste sábado eu e mais 15 trilheiros do pedal, partimos em um comboio de nove carros para realizar uma das mais belas trilhas que conheci até agora. Partindo da Praia do Paraíso em Suape, localizada em uma reserva de Mata Atlântica à cerca de 35 Km de Recife, realizamos um percurso de pouco menos de 30 Km em diversos outros pontos de praias da região.
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Até ai tudo normal, afinal, beleza e convívio com a natureza, certamente é um dos principais motivos que move quase a totalidade dos adeptos dos esportes de aventura ao ar livre. O porém deste caso, foi a chuva que nos acompanhou quase que ininterruptamente por toda trilha.
Não era apenas o percurso molhado, os alagados, e a lama, como de outras vezes, era chuva mesmo que não parava. E para fazer jus a esse blog, que tem a missão de passar dicas para os amigos aventureiros, vai ai algumas observações percebidas na trilha com essas condições, que acredito, servirá de referência para quem for enfrentar uma situação como essa:
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Isolamento dos equipamentos - Não se esqueça de levar sacos plásticos para pôr nos equipamentos que não são resistentes a água. Use aqueles que têm vedação, um simples plástico para envolver tudo e pôr na mochila não resolve.
Se for usar aquele plástico filme para isolar o rádio de comunicação ou outro equipamento qualquer, esqueça. Aquilo não isola nada, meu rádio ficou todo molhado, a melhor maneira é jogar dentro de uma plástico com lacre e guardar na bolsa. Deixe ele ligado mesmo por segurança, pois se houver algum problema alguém pode lhe chamar por ele e dá para escutar muito bem.
Máquina fotográfica, se não for a prova d´agua, guarde-a. Essa é a razão por eu não poder mostrar para vocês a beleza desta trilha.
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Vestuário - Usar roupas impermeáveis a princípio pode ser uma boa idéia, nunca usei pedalando, mas acredito que pode tirar a mobilidade na trilha, além de esquentar muito se o sol aparecer.
Usei roupas de trilha normais, achei bom, não senti frio enquanto pedalava e nas poucas estiadas, a roupa secava rapidamente.
Usei luvas com as pontas dos dedos abertas, ela não ficou tão encharcadas como a de alguns colegas que usavam luvas totalmente fechadas.
Capacetes com aquela aba na frente é ótimo na chuva, é só baixar um pouco a cabeça e os respingos da chuva não batem direto no seu rosto.
Sapato, se você tem "pedal de clip", e ainda não está acostumado com ele, deixe para a usá-lo em um dia sem chuvas, se não, a quantidade de quedas será bem acima do normal, experiência própria. Ai… Ainda dói um pouco!
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A Bike - Pelo que percebi a principal preocupação é com os freios. Das 16 bikes que estavam na trilha, 12 terminaram sem freio algum, a minha inclusa. As sapatas se desgastam muito em trilhas com chuva, logo, se ela tiver com meia vida, troque ou leve um conjunto novo para substituir durante a trilha.
Na pilotagem, muito cuidado ao subir e descer de acostamentos de estradas asfaltadas, tudo fica muito escorregadio, é preciso "atacar" as subidas com um ângulo maior que o normal, se o pneu pegar de lado escorrega fácil e é queda no asfalto na certa.
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A volta para casa - É importante ter toalha e roupas secas no carro, para não ter o desconforto de voltar molhado até em casa, além de melar e molhar ainda mais o carro.
Outra coisa importantíssima que aprendi nesta aventura. É muito importante ficar ligado onde vai deixar o carro, pois, para partirmos do ponto de saída previsto, descemos umas ladeiras de barro escorregadias, que quando foi na hora de subi-las como os carros, depois de mais de cinco horas de chuvas, foi outra aventura daquelas, só que desta vez, não tão divertida como a que fizemos com as bikes.
Fica ai o registro dessa bela trilha, que já está agendada para fazermos sem chuva. Onde poderei mostrá-la para vocês com as fotos que desta vez não foram possíveis tirar. A não ser é claro, que vocês queiram vir conosco e ver tudo de perto. É só me dizer.
No demais, so tenho que dizer que valeu muito. Uma turma super gente boa, brincalhona e de muita fé. Acreditou o tempo todo na palavra de nosso guia, Fernando Dornelas, que não cansava de falar: O tempo vai abrir, o tempo vai abrir, vai ficar tudo azul. E não é que ele estava certo mesmo, abriu e ficou azul, só que na segunda feira.
Abraço de Aventureiro.
| Lula Moura Instrutor de mergulho, praticante de trekking e mountain bike. Trabalha com suporte pós venda de produtos de linha branca e refrigeração comercial. | |
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A trilha realmente era linda e vale a pena ser repetida em um dia de sol. Minha bike também foi uma das que ficou sem freio.
Aproveitando para dá uma dica sobre isolamento de equipamentos, aqueles sacos do tipo “Zip Loc” usados para congelamento, são mais baratos e ajudam bastante a manter o isolamento do equipamento. Existe também uns sacos de um plástico mais resistente que são mais caros, porém sua vedação e bem maior. Este tipo de saco são encontrados em lojas que vendem equipamentos de pesca e mergulho.
Beca
08 Jul 2008
Opa Lula! Acabei caindo de para-quedas aqui no seu blog! Realmente foi muita chuva e muita lama! Aventura do inicio ao fim! Uma pena não ter muitas fotos… Valeu, até a próxima!
Felipe Malagueta (Clio Branco)
08 Jul 2008
Valeu Lula, muito bom os comentários sobre cuidados em geral para se tomar em uma trilha. Realmente foi uma trilha muito prazerosa com um grupo muito bom e divertido, faziam graça com tudo. Apesar da chuva e da dificil saida dos carros, valeu muito!
Tirei algumas fotos e estão no site corujaqueira.com.br
Valeu!
Fernando Dornelas
10 Jul 2008